Especialistas afirmam que a tecnologia, com a facilidade de gravar vídeos com celulares, e o alcance das redes sociais estão facilitando a realização de denúncias do tipo – e, como consequência, elas vêm aumentando na velocidade da luz.

Como pano de fundo, há também o avanço do ativismo negro, que traz mais conscientização sobre práticas discriminatórias, como a sofrida pelo dentista Igor Palhano que teve de provar que sua moto era realmente sua em um shopping do Rio.

 

 

Dados do Ministério Público de São Paulo mostram que os procedimentos para investigar denúncias de injúria qualificada saltaram de 97, em 2020, para 708 no ano passado.

Procedimentos englobam inquéritos policiais, notícias de fato, termos circunstanciados, medidas cautelares, prisões em flagrante e procedimentos investigatórios criminais.

O aumento também foi significativo nos casos de preconceito de raça ou de cor baseados na Lei Antirracismo, que passaram de 265 em 2020 para 427 no ano passado.

Procon – Desde novembro, o Procon Racial vem recebendo denúncias sobre situações de racismo. Resultado de parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares, o projeto tem um canal no site do Procon-SP, uma equipe de fiscalização e um posto de atendimento na universidade.

 

 

Da Redação