A prefeitura do Rio de Janeiro começou a aplicar a quarta dose da vacina contra a covid-19 em idosos acima de 80 anos, nesta quinta-feira, 24, um dia após a recomendação feita pelo Ministério da Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) mantém a recomendação para um intervalo mínimo de quatro meses após a primeira dose de reforço.

A pasta lembra ainda que os idosos com mais de 80 anos, em sua maioria, tomaram a primeira dose de reforço há cerca de seis meses, portanto já podem procurar um dos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.

Neste primeiro momento, as vacinas Astrazeneca e Janssen serão utilizadas na campanha e, após envio de nova remessa pelo Ministério da Saúde, também a vacina da Pfizer.
A secretaria afirma que os idosos que forem aos postos após o dia 4 de abril, quando começará a campanha de vacinação contra a gripe, poderão receber ambas as vacinas no mesmo dia.

Outros Estados e cidades
Goiânia também começou nesta quinta-feira a aplicar a quarta dose da vacina contra a covid-19 em idosos acima de 80 anos. Podem ser imunizadas as pessoas que receberam o reforço há quatro meses.

No Espírito Santo, desde segunda-feira, 21, pessoas com mais de 60 anos recebem a segunda dose de reforço.
O Amazonas começou a aplicar a quarta dose da vacina contra covid-19 em idosos acima de 70 anos. O anúncio foi feito pelo governador Wilson Lima (PSD), na sexta-feira, 18, por meio de suas redes sociais.

Também no sábado, 19, o Rio Grande do Norte começou a aplicar a quarta dose em idosos com mais de 60 anos e pessoas imunossuprimidas.

No Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde autorizou a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19, em pessoas a partir de 50 anos, e que tenham tomado a terceira dose há pelo menos quatro meses. Está sendo aplicado o imunizante da Pfizer e, de maneira alternativa, a vacina da Astrazeneca. Já gestantes e puérperas que também estão aptas a serem imunizadas deverão receber a quarta dose, preferencialmente do imunizante Pfizer.

Neste caso, cinco meses após terem recebido a terceira dose. Pessoas imunocomprometidas com mais de 18 anos e trabalhadores de saúde também já podem receber a segunda dose de reforço.

No Pará, a quarta dose começou a ser aplicada em pessoas imunossuprimidas, idosos acima de 70 anos e trabalhadores da saúde.

Desde fevereiro, o Mato Grosso do Sul começou a vacinar idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde com a quarta dose.

O governo de São Paulo iniciou na segunda-feira, 21, a aplicação da quarta dose da vacina contra covid-19 em idosos com mais de 80 anos. O estado paulista recomenda a administração da dose apenas em idosos acima de 80 anos e em pessoas com comorbidades que têm mais de 12 anos. Segundo o governador João Doria, novas faixas etárias devem ser anunciadas na próxima semana.

Desde sexta-feira, 18, porém, os idosos acima de 80 anos estão recebendo o segundo reforço na cidade de São Paulo. O município também se antecipou e anunciou que na próxima terça-feira, 29, começa a imunizar o público de 70 anos. A vacinação será feita com os imunizantes disponíveis.

Belo Horizonte afirma que aguarda o comunicado oficial a respeito da aplicação da quarta dose para idosos de 80 anos e mais. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que segue as orientações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde.

“É imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues a Belo Horizonte. A prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a continuidade do processo”, acrescentou, em nota.

A recomendação do Ministério da Saúde é que o imunizante aplicado deve ser, preferencialmente, da Pfizer e de maneira alternativa usadas as vacinas da Janssen e Astrazeneca, independentemente da dose utilizada anteriormente.

A estimativa é que 4,6 milhões de brasileiros sejam imunizados nesta etapa. Além de idosos com mais de 80 anos, o Ministério da Saúde já recomenda a aplicação da quarta dose para pessoas imunossuprimidas com mais de 12 anos.

 

Agência Estadão