Quem foi criança ou pré-adolescente em algum momento entre os anos 1970 e hoje , ou leu para uma criança nesse período, em casa, na escola ou na biblioteca, certamente conhece pelo menos um livro de Pedro Bandeira. Um dos escritores de maior sucesso no Brasil, Pedro Bandeira, que completa 80 anos nesta terça-feira, 9, soma 130 obras que já venderam, juntas, 28 milhões de exemplares.

A série Os Karas, um clássico juvenil, é formada pelos títulos A Droga da Obediência (1984) – o best-seller, com mais de 2 milhões de exemplares comercializados -, Pântano de Sangue (1987), Anjo da Morte (1988), Droga de Americana (2001), A Droga do Amor (1994) e A Droga da Amizade (2014). Este último, publicado 30 anos depois da primeira aventura de Miguel, Chumbinho, Calu, Crânio e Magrí, os amigos que estudavam no Colégio Elite, marca o reencontro do autor com seus personagens já adultos, relembrando como tudo começou.

Em entrevista ao Estadão à época do lançamento de A Droga da Amizade, ele disse que a literatura é igual arroz e feijão para o corpo. “Você precisa alimentar seus sentimentos como precisa comer para não morrer. Sem arte, a vida é muito triste e difícil.”

Pedro Bandeira nasceu em Santos no dia 9 de março de 1942. Em 1961, ele já vivia em São Paulo, onde trabalhou com teatro como ator, diretor e cenógrafo. Foi ainda redator, editor e ator de comerciais de televisão.

A escrita literária surgiu para Pedro Bandeira por meio de revistas da Editora Abril, onde publicou suas primeiras histórias para crianças. A estreia em livro foi em 1983, com O Dinossauro que Fazia Au-au.

Seus maiores sucessos são A Droga da Obediência, A Droga do Amor, O Fantástico Mistério de Feiurinha, A Droga da Amizade e Pântano de Sangue.

Entre seus lançamentos mais recentes estão sua adaptação de Narizinho – A Menina Mais Querida do Brasil, de Monteiro Lobato, O Que eu Quero Pode Acontecer e Esses Bichos Maluquinhos! Confira abaixo: 5 livros de Pedro Bandeira para matar a saudade da infância

A Droga da Obediência
O primeiro da série dos Karas. Uma turma de adolescentes enfrenta o mais diabólico dos crimes e, num clima de mistério e suspense, cinco amigos enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga – que já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo.

 Marca de Uma Lágrima
Isabel, uma jovem inteligente e criativa de 14 anos, apaixona-se por seu primo Cristiano, que é apaixonado por Rosana, sua melhor amiga. Como seu amor não é correspondido, Isabel encontra um caminho para se declarar: escrevendo cartas românticas, que são assinadas pela amiga Rosana. Obcecada por esse sentimento, a adolescente nem se dá conta de Fernando, que a ama e está sempre por perto como um bom amigo. O assassinato da diretora da escola muda os rumos dos acontecimentos, e Isabel corre risco de vida por ter testemunhado mais do que devia. No hospital, descobre seu verdadeiro amor.

Minha Primeira Paixão
A história de Frida, com seus cachinhos ruivos, e Pimpo, com seus óculos de aros pretos. Frida senta na carteira à frente de Pimpo, na 6ª série. Logo, uma implicância feroz nasce entre os dois. Aos poucos, porém, eles começam a sentir que quem implica muito com o outro é porque se importa com essa pessoa e gosta dela de um jeito diferente.

O Fantástico Mistério de Feiurinha
Quase todas as histórias antigas terminavam dizendo que a heroína casava-se com o príncipe encantado e pronto. Iam viver felizes para sempre e estava acabado. Mas o que significa “viver feliz para sempre”? Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? Como é que alguém pode viver feliz sem aventuras?

Esses Bichos Maluquinhos!
Um livro divertido, com versinhos de humor, para crianças no início da alfabetização. Acompanhando a cadência dos versos e das rimas, a criança compreende melhor o que está aprendendo a decifrar e se sente gratificada com a piadinha final. O pequeno leitor ainda não tem capacidade de compreender a ironia de piadas, mas compreende a graça por meio de brincadeiras verbais simples.

 

Agência Estado