O balanço de interações nas redes sociais, realizado pelo Deportes&Finanzas, mostra que os clubes brasileiros estão na ponta da tabela na América do Sul quando o assunto é força nas mídias digitais. Em fevereiro, no Twitter, rede social com mais de 400 milhões de usuários, os times do Brasil ocuparam 13 posições no Top 20. Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, Palmeiras, Cruzeiro, Fluminense, Santos, Vasco, São Paulo, Botafogo, Internacional, Grêmio e Corinthians Feminino, nesta ordem, representam o País no topo do ranking.

O Corinthians acumulou um total de 3,64 milhões de interações só no segundo mês do ano no Twitter, assumindo a segunda posição de toda a América. A equipe alvinegra também aparece entre os cinco clubes com maior interação no TikTok, com 10,9 milhões. Na rede social chinesa, outro clube nacional ficou com a liderança em fevereiro: o Atlético-MG, com 15 milhões de views.

O sucesso de engajamento nas redes vai muito além do número de torcedores da equipe. A situação atual do clube, o relacionamento com a torcida e a criatividade nas ativações realizadas são itens que podem fazer variações, positivas e negativas, no número de interações na internet.

Ainda entre as grandes equipes nacionais, o Flamengo aparece em destaque, mantendo constância e presença nos últimos levantamentos. Em janeiro deste ano, o time carioca ficou em quarto lugar no ranking mundial de interações no Twitter, com mais de sete milhões. Em fevereiro, o time carioca cresceu ainda mais e chegou a marca de 7,44 milhões.

O Fortaleza não está entre as dez maiores torcidas do Brasil. Por outro lado, janeiro marcou o nono mês seguido em que o Leão do Pici está presente entre os 20 clubes com mais interações no Instagram na América. Neste tempo, o clube gerou cerca de 42,24 milhões de interações considerando apenas esta rede e ficou dentro do Top 10 em duas oportunidades: junho e dezembro.

“As redes sociais são um bom instrumento de aproximação com a torcida. O gestor esportivo tem de tentar manter o torcedor participando do clube entre os jogos. Nos confrontos, as pessoas já têm um interesse natural em acompanhar o time. Mas, entre um duelo e outro, a rede social é um bom caminho de interação, de troca de informação, de trabalhar temas sociais, de divulgar ações do clube, conteúdo interno, como treinamentos. Para atingir um bom nível de engajamento é necessário conteúdo de qualidade e bons profissionais”, afirma Marcelo Paz, presidente do Fortaleza.

O Internacional é outro clube que tem apostado neste meio para se manter perto dos torcedores. A equipe gaúcha fechou o ano de 2021 no Top 10 dos clubes da América com mais interações no Twitter, com o total de 12,3 milhões. A equipe gaúcha também mostra força no ano de 2022, já que bateu a marca de 635 mil interações e está no Top 20 dos clubes com mais interação em fevereiro.

Para Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do Inter, o sucesso do clube nas mídias sociais se deve ao planejamento realizado e adoção de um método eficiente. “Os números são o reflexo de uma estratégia correta de comunicação virtual. Buscamos, sim, aproximar os sócios e a torcida como um todo utilizando as mídias digitais para mantê-los inseridos e próximos do dia a dia do clube. Com isso, conseguimos captar três novos patrocinadores – Americanas, Betsul e Socios.com – além de fazer com que nossos sócios se engajassem de forma mais efetiva em ações propostas por nós, como o leilão das camisetas do Gre-Nal 434 e da luta contra o racismo.”

Avancini ainda evidencia o resultado financeiro dos bons números alcançados pelo Inter nas mídias digitais. “Podemos destacar o aumento na comercialização de camisas, carro chefe da coleção desenvolvida pela Adidas, que resultou em um acréscimo de cerca de 30% de um ano para o outro. Já as vendas totais cresceram 39% no comparativo com 2020.”

Para Bernardo Pontes, sócio da BP Sports, o investimento em redes sociais é algo indispensável para os clubes: “Quem não investir no digital vai ficar pelo caminho. É fundamental que os times entendam a importância de estruturar suas equipes com o objetivo de potencializar a geração de conteúdo. Conteúdo é o novo petróleo, fortalecer isso só traz vantagens, como aproximação com o torcedor, crescimento das redes e, consequentemente, geração de receitas”.

 

Agência Estado