No décimo-primeiro mês do ano é realizada a campanha mundial contra o câncer de próstata. O “Novembro Azul” começou em 2003 na Austrália e se expandiu para os demais países. A Sociedade Brasileira de Urologia, a SBU, alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 especialmente na realização de diagnósticos e de tratamentos da doença. As cirurgias para retirada da próstata por câncer tiveram redução de 21,5% na comparação entre 2019 e 2020.

Palácio do Planalto com iluminação especial para a campanha do Novembro Azul (foto: Agência Brasil)

Os dados são do Ministério da Saúde e foram obtidos a pedido da SBU. Eles constam no Sistema de Informação Hospitalar. As coletas do antígeno prostático específico (PSA) e de biópsia da próstata que, junto com o exame de toque retal, fazem o diagnóstico, registraram quedas de 27% e 21%, respectivamente. Houve diminuição ainda no número de consultas urológicas no SUS (33,5%). As internações de pacientes com diagnóstico da doença caíram 15,7%. As consultas com um urologista também sofreram queda. Até julho, foram 1.812.982, enquanto em 2019 foram 4.232.293 e em 2020, 2.816.326. A queda nos exames de biopsia foi de 90% no Acre, 69% no Mato Grosso e 50% no Rio Grande do Norte, as três mais altas. São Paulo, com 6%, e o Distrito Federal, com 7%, tiveram os menores impactos.