Idosos acima de 80 anos receberão reforço da vacina contra a covid-19 Foto: Divulgação UFJF

O Ministério da Saúde deve anunciar a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 para pessoas com mais de 80 anos em todo o País.

De acordo com fontes do governo, a nova rodada deve ser divulgada em breve.

A aplicação de mais uma dose de reforço foi iniciada em países como a Inglaterra e ocorre em localidades brasileiras.

Na sexta-feira da semana passada, por exemplo, a cidade de São Paulo começou a aplicar a nova rodada da vacina em idosos com mais de 80 anos que tenham recebido a terceira dose há quatro meses ou mais.

A Secretaria Municipal de Saúde prevê que 250 mil idosos na capital paulista se encontram na faixa etária elegível para a quarta dose. O Mato Grosso do Sul também já começou a vacinar idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde com a 4ª dose.

O Ministério da Saúde já recomenda a aplicação da quarta dose para pessoas imunossuprimidas com mais de 12 anos.

Na sexta-feira, levantamento da Pasta mostrou que, mesmo aptos para receber a dose de reforço (ou terceira dose) contra a covid-19, mais de 59 milhões de brasileiros ainda não buscaram a vacina.

Até o fim de semana, o número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou a 175.065.547, o equivalente a 81,49% da população total.

Com duas doses ou dose única, são 159.317.991 de habitantes do País, o equivalente a 74,16% do total. Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Os idosos são mais vulneráveis por causa da chamada imunossenescência, que é o envelhecimento do sistema imune.

Epidemiologista que coordenou o Programa Nacional de Imunização (PNI) entre 2011 e 2019, Carla Domingues afirmou ao Estadão na semana passado que o aumento de casos na população idosa, especialmente entre aqueles que já tomaram a 3ª dose há mais de seis meses, é um indicativo da necessidade de uma 4ª dose para essa faixa etária.

Conforme Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, a partir de quatro meses após a 3ª dose, já há uma diminuição da proteção conferida pela vacina aos idosos. Seis meses seria o prazo máximo para um reforço, segundo a especialista. “Para as outras faixas etárias, a gente ainda não tem tanta convicção, porque os dados ainda não mostram ainda a necessidade de doses de reforço”, afirma.

Balanço
O Ministério da Saúde confirmou 97 novas mortes por Covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas. São 657.302 óbitos pela doença no país desde o início da pandemia.

O Brasil voltou a ter menos de 100 mortes diárias pela doença depois de mais de 2 meses com números acima do patamar.

A última vez que foram confirmadas menos de 100 mortes foi em 16 de janeiro, com 74 óbitos registrados

O número de pessoas vacinadas com a dose de reforço contra a Covid-19 no Brasil chegou ontem a mais de 73 milhões e 200 mil.

Número muito distante dos mais de 175 milhões que receberam ao menos a primeira dose, o equivalente a 81,5% da população total.

Mais de 159 milhões receberam a segunda dose, o que representa 74,11% da população total.