O Ministério da Saúde vai reduzir de seis para cinco meses o intervalo da dose de reforço da vacina contra a covid-19 para idosos, pessoas com baixa imunidade e profissionais de saúde. O anúncio será feito hoje.

A pasta também fará um evento no sábado de vacinação em massa. A ideia é priorizar a imunização de pessoas com doses em atraso. Desde o fim de setembro, o Ministério da Saúde indica a aplicação da dose de reforço em pessoas acima de 60 anos, além de integrantes de grupos de risco.

Com a mudança de orientação, as doses passam a ser aplicadas cinco meses após o término do esquema vacinal básico, ou seja, depois da segunda aplicação das vacinas da Pfizer, Coronavac e AstraZeneca. Ou após uma aplicação do modelo da Janssen, que é administrado em dose única.

O governo estima que 11 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço. O Ministério da Saúde planeja agora a campanha de vacinação de 2022. A imunização das crianças está nos planos do governo, apesar de o presidente Jair Bolsonaro distorcer dados sobre segurança e eficácia das vacinas para desestimular a campanha.

O governo prioriza a compra de doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca para a campanha contra a covid do próximo ano. A ideia é utilizar cerca de 340 milhões de doses. Para isso, seriam aproveitados 135 milhões de vacinas da sobra deste ano.