Milton Ribeiro deixou o Ministério da Educação após denúncias de corrupção Foto: Reprodução

O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, deu ontem, em Brasília, um exemplo do risco de andar armado quando a pessoa não é policial ou profissional da área de segurança.A arma de fogo de Ribeiro disparou, acidentalmente, no final da tarde, no balcão da companhia aérea Latam, no Aeroporto de Brasília.

Uma funcionária da Gol foi atingida por estilhaços, mas sem gravidade. Após o incidente, o ex-ministro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde prestou depoimento. Ele embarcaria para São Paulo às oito da noite.

Milton Ribeiro disse à Polícia Federal que, como havia feito o “despacho de arma de fogo” pela internet, chegou ao balcão da companhia aérea por volta das 5 da tarde e, que, ao abrir sua pasta de documentos, pegou a arma para separá-la do carregador “dentro da própria pasta, momento em que ocorreu o disparo acidental”.

O advogado Luiz Carlos Neto, que atua na defesa de Milton Ribeiro, afirmou ao Portal UOL que o ex-ministro se deslocava de Brasília para São Paulo em razão da mudança de domicílio após entregar o apartamento funcional.

A Gol informou à TV Globo que a funcionária atingida pelos estilhaços ficou assustada, foi atendida no próprio aeroporto e não precisou ser levada para o hospital nem tomar pontos.

Milton Ribeiro deixou o cargo em 28 de março, dias após a divulgação de gravações em que ele afirmava que o governo federal priorizava prefeituras ligadas a dois pastores que não tinham vínculo formal com a gestão pública e, segundo denúncias, fizeram do Ministério da Educação um balcão de negócios.