O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, em cerimônia oficial de chegada, às 10h, no Palácio do Planalto

Diante da reação do mercado e da equipe econômica, o governo federal decidiu adiar o anúncio do novo valor do Auxílio Brasil, programa que vai substituir e ampliar o Bolsa Família. Ontem pela manhã, a informação de que o governo pagaria 400 reais até o final do ano que vem provocou turbulência no mercado. Se for confirmado o valor, ele representa uma vitória da ala política do governo, que defende mais do que o proposto pela equipe econômica, que são 300 reais. 

O clima na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, é de preocupação e insatisfação. Após o cancelamento do evento que lançaria o novo Auxílio Brasil no Palácio do Planalto, os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Cidadania, João Roma, estiveram com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para discutir os detalhes do texto. Apesar do adiamento, o presidente Jair Bolsonaro ainda mantém a intenção de fixar o valor em 400 reais. O adiamento servirá para decidir como alcançar esse objetivo sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A última parcela do auxílio emergencial, de 300 reais, está sendo paga neste mês.

A possibilidade de o governo utilizar recursos fora do teto de gastos para bancar parte do Auxílio Brasil pegou os investidores de surpresa  e fez as ações listadas na Bolsa brasileira amargarem uma perda de 152 bilhões de reais em valor de mercado. Os dados são da consultoria Economatica, que fez o levantamento a pedido do Estadão. O impacto foi sentido também no câmbio, com o dólar em alta de 1 vírgula 33 por cento, a 5 reais e 60 centavos – no maior valor desde 15 de abril.