O Ministério da Defesa russo admitiu a utilização de uma plataforma para disparo de bombas termobáricas, também conhecidas como bombas de vácuo, contra alvos ucranianos. A informação partiu do Ministério da Defesa britânico, numa publicação no Twitter.

 

Esse tipo de arma, ao ser acionada, suga o oxigénio do ar em seu entorno para gerar uma explosão de alta temperatura, evaporando tudo o que está em sua volta. Qualquer pessoa atingida na explosão inicial é imediatamente vaporizada. Qualquer pessoa apanhada na área circundante receberia ferimentos internos graves causados pela onda de choque, que destrói órgãos e faz explodir os pulmões.

As armas termobáricas, desenvolvidas na década de 1960, foram utilizadas durante a Guerra do Vietnã. Na última semana, a Rússia tem sido acusada de usar esse tipo de artefato. A explosão de uma refinaria de petróleo em Okhtyrka, na região de Sumy, na segunda-feira, 7, teria sido causada por uma arma do tipo.

 

O governo ucraniano acusou o Exército russo, no início da tarde desta quarta-feira, 9, de executar um bombardeio contra uma maternidade em Mariupol, cidade portuária considerada fundamental para o avanço dos invasores. A Rússia ainda não comentou o caso.

Os Estados Unidos e o Vaticano condenaram o bombardeio. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pelas redes sociais, classificou o ataque como “atrocidade”. Além disso, voltou a pedir o fechamento do espaço aéreo ucraniano.

Vítimas civis – A Organização das Nações Unidas informou, nesta quarta-feira, 9, que foram confirmadas 1.424 vítimas civis desde o início do conflito na Ucrânia, há duas semanas. São 516 mortos e 908 feridos. A ONU estima, no entanto, que os números reais sejam “consideravelmente mais altos”. A maioria das mortes de civis foi causada por armas explosivas, incluindo bombardeios e ataques aéreos e de mísseis. Apesar dos números, a Rússia nega ter civis como alvo nos ataques à Ucrânia.

 

Da Redação