Fumaça é observada durante ataque russo à Ucrânia Foto: Reprodução

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou uma operação militar no leste da Ucrânia na madrugada de hoje.Explosões foram ouvidas no Aeroporto de Kiev, na cidade portuária de Mariupol, no sudeste do país,além de Odessa e Donetsk.

Em uma mensagem televisionada, Putin anunciou sua decisão e prometeu retaliação a quem interferir na operação russa na Ucrânia. Na mensagem, o líder russo, que justificou sua decisão por um pedido de ajuda dos separatistas pró-russos e pela política agressiva da Otan com Moscou, também pediu que os militares ucranianos “deponham as armas”.

Putin reafirmou que a aspiração da Ucrânia de ingressar na Otan representa uma ameaça terrível para a Rússia. Ele evocou o bombardeio da Otan à Iugoslávia em 1999 e a invasão do Iraque pelos EUA em 2003 para deixar claro que via o Ocidente como moralmente falido. “Durante 30 anos, tentamos deliberada e pacientemente chegar a um acordo com os países da Otan sobre segurança igual e indivisível na Europa”, disse Putin.

Putin ordenou ataque à Ucrânia Foto: Divulgação

Em resposta, o presidente americano, Joe Biden, disse que os EUA vão responder de forma unida e decisiva. Ele prometeu se pronunciar na quinta-feira sobre quais as consequências Rússia irá enfrentar. Nos últimos dias, Putin vinha dizendo que ainda não havia decidido se, de fato, lançaria uma operação militar na Ucrânia, depois de, na semana passada, reconhecer a independência dos enclaves separatistas de Donetsk e Luhansk.

O anúncio ocorreu no momento em que o Conselho de Segurança se reunia em Nova York para debater a crise, a pedido do presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. Coincidentemente, a reunião foi presidida pelo embaixador da Rússia, Vasily Nebenzya. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo a Putin. “Putin, impeça suas tropas de atacar a Ucrânia. Dê uma chance à paz. Muitas pessoas já morreram”, disse.

A decisão de Putin vem a público algumas horas depois de a Rússia afirmar ter recebido um pedido de ajuda dos separatistas pró-Rússia para, segundo eles, combater o Exército ucraniano e “repelir a agressão das forças armadas e formações da Ucrânia”, embora autoridades em Kiev digam que não houve tal agressão, e nenhuma está planejada.

Minutos antes, os sites do Parlamento da Ucrânia e outros governamentais e bancários foram derrubados por outra onda de ataques cibernéticos. Pesquisadores de segurança cibernética disseram que invasores não identificados também infectaram centenas de computadores com malware destrutivo.