O presidente francês, Emmanuel Macron (centro), lidera com folga o primeiro turno das eleições presidenciais francesas, neste domingo, 10, com entre 27,6% e 29,7% dos votos, e enfrentará no segundo turno Marine Le Pen (extrema direita), que teve de 23,5% a 24,7% dos votos, segundo projeções.

O candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, está em terceiro lugar, com 19,8% a 20,8% dos votos, também de acordo com as estimativas. Após a divulgação das projeções, candidatos de direita, ecologista e comunista pedem votos em Macron no segundo turno.

Os franceses votaram neste domingo para eleger seu presidente enquanto Macron e Le Pen já eram apontados como favoritos para passar ao segundo turno.

O início da invasão russa à Ucrânia em 24 de fevereiro ofuscou a campanha eleitoral francesa, mas o efeito da guerra nos preços da energia levou a questão eleitoral de volta à discussão nas ruas francesas.

O início da guerra impulsionou Macron, mas na reta final da campanha, sua principal adversária, Le Pen, avançou nas pesquisas.

Rumo da França

A eleição, que determinará o rumo da França até 2027, também é acompanhada de perto em nível internacional, principalmente pelo papel do país na condução da Europa em temas internacionais.

O início da guerra impulsionou Macron, o candidato do A República em Marcha (LREM), que jogou a cartada da mediação entre Kiev e Moscou e da estabilidade de um presidente pró-europeu que atravessou várias crises: protestos sociais, pandemia e agora os efeitos da ofensiva russa na Ucrânia.

Sua adversária do Reagrupamento Nacional (RN), Le Pen apostou por se apresentar como a defensora do poder aquisitivo e das classes populares, diante de um Macon “presidente dos ricos”, mas seu programa internacional causa temores sobre mudanças nas alianças internacionais da França se ela for eleita.

Le Pen propõe, entre outros, abandonar o comando integrado da Otan, órgão da Aliança Atlântica que determina a estratégia militar. Sua eleição representaria, ainda, um novo revés para a União Europeia (UE), após a reeleição do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Agência Estado