Um consórcio internacional de imprensa revelou neste fim de semana a existência de milhares de contas no banco Credit Suisse em nome de criminosos, espiões, torturadores, representantes do Vaticano, autoridades de regimes autoritários e do narcotráfico.

A publicação dos nomes aumenta a pressão contra o sistema bancário suíço, para que seja dado um ponto final ao uso das instituições do país europeu para a lavagem de dinheiro.

Entre os nomes citados, está o de um ex-aliado do governo de Hugo Chávez, na Venezuela. O consórcio de imprensa, que teve à frente um jornal alemão, reuniu 160 jornalistas de um total de 48 meios de comunicação.

Nos dados obtidos estão mais de 30 mil contas secretas e um movimento de mais de 100 bilhões de dólares. Há poucas semanas, o Credit Suisse passou a ser o primeiro banco alvo de uma ação criminal, na Suíça.

Os promotores dizem que a instituição permitiu que um grupo de traficantes de cocaína da Bulgária lavasse 146 milhões de euros em dinheiro da droga através de contas em suas agências