Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram, pela primeira vez, rejuvenescer em 30 anos as células da pele de uma mulher de 53. Os pesquisadores acreditam que, com a mesma técnica, podem reproduzir os resultados com outros tecidos do corpo. A capacidade de fazer retroceder o envelhecimento é crucial para prevenir e tratar doenças relacionadas à idade, como problemas cardíacos e neurológicos.

Os cientistas selecionaram as células mais velhas e as expuseram a quatro moléculas específicas (os fatores de Yamanaka) durante 13 dias. Ao final desse período, notou-se que elementos ligados ao envelhecimento haviam desaparecido, e as células perderam sua “identidade”. Os cientistas, então, deram tempo para que as células reprogramadas crescessem novamente.

Análises genômicas mostraram que as estruturas reconquistaram marcadores das células da pele, os chamados fibroblastos. Isso foi observado a partir da produção de colágeno pelas novas células.

 

Fibroblastos (foto: divulgação eLife)

 

O estudo acaba de ser publicado na revista científica ‘eLife’ por cientistas britânicos, alemães e portugueses do Instituto Babraham, de epigenética, em Cambridge. Ele tem base na mesma técnica de reprogramação celular, usada para criar nos anos 90 a ovelha clonada Dolly, também no Reino Unido.

 

Da Redação