Motoristas e entregadores de aplicativos reclamam da queda nos ganhos nos últimos meses Foto: Roberto Parizotti Fotos Públicas

A rotina de várias cidade do país pode ser alterada nesta terça-feira (29), caso motoristas e entregadores de aplicativos cumpram a promessa de paralisar as atividades.

A categoria protesta por melhoria nos serviços e nas condições oferecidas por empresas como Uber, 99, iFood e Rappi.

Trabalhadores de cidades como São Paulo, Recife, Santos, Campinas, Ribeirão Preto e cidades do Rio de Janeiro já anunciaram que vão aderir à paralisação.

Motoristas e entregadores reclamam da queda dos ganhos com os recentes aumentos nos preços dos combustíveis. A categoria pede uma reposição nos valores recebidos para compensar as altas. Outra reivindicação é que as corridas tenham valor mínimo de R$ 10, e também a regulamentação da profissão.

No Recife, a concentração ocorre em frente à casa de show Classic Hall. Em São Paulo, os trabalhadores vão se reunir na sede da Uber, na Barra Funda. No Rio de Janeiro, o protesto terá início no Aeroporto Santos Dumont.

Outro lado

A Rappi informa que já reajustou em 40% as tarifas de seus entregadores, em aumentos concedidos em junho de 2021 e fevereiro deste ano.

O iFood diz mantém diálogo com os entregadores e vem concedendo reajustes. Cita o aumento de 50% do valor mínimo do quilômetro rodado, e da taxa mínima, que passou de R$ 5,31 para R$ 6.

A 99 afirma que vem promovento reajustes para melhorar a situação dos motoristas. Desde a semana passada, os motoristas de 1.600 cidades passaram a ganha R$ 0,10 a mais por quilômetro rodado para cada R$ 1 de aumento do combustível.

A Uber ainda não se manifestou sobre a ameação de paralisão dos motoristas.