O governo federal editou uma Medida Provisória que autoriza um empréstimo às empresas distribuidoras de energia elétrica. O valor, segundo as companhias, deve chegar a 18 bilhões de reais. Os custos dessas empresas aumentaram por causa do uso das termelétricas para fazer frente à crise hídrica. O trabalho das usinas termelétricas é mais caro e o valor acaba sendo repassado às distribuidoras, que fazem o mesmo em relação ao consumidor final. 

 

O primeiro empréstimo para as distribuidoras foi feito nos moldes da “Conta Covid”, empréstimo feito para socorrer o setor elétrico dos efeitos da pandemia. Cerca de 60 distribuidoras aderiram ao financiamento, que totalizou quase 15 bilhões de reais. O valor está sendo pago pelos consumidores na conta de luz. O novo empréstimo também será pago pelo consumidor, que já tem arcado com os encargos da conta-Covid neste ano.

 

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica defendia o empréstimo afirmando que aumentar ainda mais a bandeira ficaria mais pesado para o consumidor. A Aneel apontou que, para não conceder a ajuda às distribuidoras, seria necessário um aumento de cerca de 20% na tarifa.

 

Atualmente, a bandeira de valor mais elevado é a da Escassez Hídrica, de 14 reais e 20 centavos a cada 100 quilowatt/hora consumidos, que foi criada em setembro deste ano em razão da crise hídrica. Segundo a MP, “o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico fica autorizado a estabelecer bandeira tarifária extraordinária para a cobertura de custos excepcionais decorrentes de situação de escassez hídrica” O texto ainda afirma que “o estabelecimento da bandeira tarifária extraordinária será transitório e deverá ser justificado”.

 

Da Redação