Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, os trabalhadores que ganham um salário mínimo (R$ 1.212,00) comprometeram mais de 55% de seu rendimento mensal com o preço médio da cesta básica em fevereiro. O percentual já considerando o desconto de 7,5% da contribuição ao INSS.

Veja também:

Produtos à base de farinha de trigo ficarão mais “salgados”, afirma Abimapi

 

(foto: Agência Brasil – supermercado na zona sul do Rio)

São Paulo é a capital com a cesta básica mais cara do país, custando 715 reais, o que equivale a 63,83% do salário mínimo. Em segundo lugar está Florianópolis, onde uma cesta básica a 707 reais ou 63,11% do salário, e logo depois Rio de Janeiro, onde uma cesta é avaliada em 697 reais ou 62,2%. Em último lugar está Aracajú, onde a população gasta 516 reais em uma cesta, um pouco menos que os estados com maiores valores, mas ainda sim, muito caro, sendo quase metade do salário.

Com base na cesta básica mais cara, a pesquisa informa que o ideal para manter uma família de quatro pessoas seria um salário mínimo de 6 mil reais, sendo o suficiente para suprir as despesas com alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência Social, como determina a Constituição. Além disso tudo, o preço do quilo do feijão subiu em todas as 17 capitais analisadas. O valor café em pó só não aumentou em São Paulo, e o preço do óleo de soja subiu em ao menos 15 capitais.

 

Da Redação