Banco Central alerta correntista sobre a ação de golpistas no caso da consulto do dinheiro esquecido. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central atualizou os números sobre as consultas realizadas no Sistema Valores a Receber (SVR). Até as 18 horas desta segunda-feira, 14, foram feitas 36,032 milhões de consultadas de CPFs e CNPJs no SVR.

A plataforma foi aberta para consultas pela primeira vez em 24 de janeiro no site do da instituição, mas saiu do ar horas depois – por dois dias – devido à altíssima demanda de buscas.

Para resolver o problema, o Banco Central precisou criar um site exclusivamente dedicado ao sistema. Reaberta hoje, a consulta não apresentou instabilidades, de acordo com a autoridade monetária.

O novo serviço permite que a população confira se tem dinheiro ‘esquecido’ em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, por exemplo.

A consulta aos valores esquecidos será feita em duas fases. O BC calcula que há R$ 3,9 bilhões em valores ‘esquecidos’ nas instituições financeiras nessa primeira etapa, de 28 milhões de CPF e CNPJ. No total, são R$ 8 bilhões.

Caso tenha valores a receber, o usuário será informado sobre a data e o período para consultar e solicitar o resgate do saldo existente. Para dar andamento no processo, será necessário estar cadastrado na plataforma Gov.br, do governo federal.

A divisão de agendamentos se dará de acordo com o ano de nascimento – para pessoas físicas – ou de criação da empresa – para pessoas jurídicas.

Golpistas estão agindo paa roubar dados de clientes que têm dinheiro esquecido nos bancos Foto: Divulgação

Já há relatos de golpes, realizados via WhatsApp, em que criminosos simulam o ambiente digital do Registrato, para ter acesso a informações das pessoas. Informações visuais e formulários são desenhados para tentar enganar o usuário, simulando o formato da ferramenta oficial da autoridade financeira.

Ainda, o endereço do website falso tenta passar credibilidade, abusando da palavra “registrato” e “consulta” para passar falsa credibilidade. A partir daí, mensagens buscando convencer usuários são disparadas no WhatsApp, pedindo que as pessoas compartilhem informações pessoais com os criminosos.

Como precaucação, as empresas recomendam que usuários atentem-se para o endereço do website em que vão clicar. Em caso de dúvidas, recorra a ferramentas de busca, como Google e Bing, para checar a autenticidade — essas plataformas tendem a “limar” esses sites fraudulentos das pesquisas, após serem avisadas por empresas de cibersegurança, diz a Site Confiável. “Por isso, os criminosos mudam o domínio ou nome do site para continuar a prática”, afirma Alessandro Fontes, cofundador da empresa.

Outras recomendações são fazer a autenticação em dois fatores de todas as contas digitais, incluindo o WhatsApp. Com isso, invasores têm uma etapa a mais no momento da invasão, dificultando o processo e oferecendo mais segurança aos usuários. Soluções como extensões de navegadores e antivírus de sempresas de cibersegurança podem ser instaladas nos dispositivos.