O trabalho de buscas em Petrópolis, na região serrana do Rio, segue em andamento durante o dia e a noite, no Morro da Oficina e ao longo do Rio Quitandinha. De acordo com os Bombeiros, ainda há quatro desaparecidos nessas localidades. Os militares contam com apoio do efetivo do Mato Grosso e de Santa Catarina.

O governo municipal segue no atendimento às pessoas que tiveram que sair de casa em função dos danos causados pela chuva do dia 15 de fevereiro. No momento, 1.014 pessoas que moravam em áreas de risco continuam acolhidas em 25 abrigos temporários em escolas públicas, além dos estruturados voluntariamente em associações, ONGs e entidades pelas comunidades.

De acordo com a equipe Técnica e Científica da Polícia Civil, o município registra 233 óbitos, sendo 138 mulheres e 95 homens, entre os quais 44 são menores. Todas as pessoas recebem os atendimentos para suprir as necessidades essenciais, além de suporte para o atendimento de assistência social, saúde e ainda, acompanhamento psicológico, além de atividades recreativas e educativas para as crianças.

As equipes assistenciais oferecem orientação sobre serviços sociais que podem ser direcionados aos grupos familiares. Todos estão sendo cadastrados para o aluguel social, no valor de R$ 1 mil e já estão sendo direcionadas para os novos lares, de acordo com a disponibilidade dos imóveis.  A Secretaria de Defesa Civil mantém as equipes voltadas ao trabalho de vistorias e elaboração dos laudos técnicos das áreas de interdições.

Até o momento, 823 laudos estão concluídos, 3.121 vistorias estão em andamento e desde o dia 15 de fevereiro, foram registradas 4.632 ocorrências em regiões das 42 localidades afetadas. A maior parte dos casos foi por deslizamentos. Os agentes da Defesa Civil atuam em vistorias por área afetada. Os laudos específicos por imóveis estão sendo feitos após a definição dos polígonos de interdições. A prioridade dos trabalhos no momento são para as regiões afetadas diretamente pela chuva.

Responsabilidades pelas mortes nos ônibus 

O Ministério Público do Rio instaurou um inquérito civil para apurar eventuais responsabilidades no caso dos dois ônibus que foram arrastados para dentro do rio Quitandinha na Rua Washington Luís, em Petrópolis.

A empresa Petro Ita disse em nota que todos foram vítimas de uma catástrofe natural imprevisível, jamais vista nesta proporção no município, com perdas trágicas e prejuízos incalculáveis. A nota diz ainda que todos os procedimentos de emergência foram perfeitamente adotados.

Imagens que circulam pelas redes sociais mostram o desespero dos passageiros para tentar sair dos coletivos. De acordo com o MPRJ, o objetivo desse inquérito foi coletar informações, depoimentos, documentos e realizar outras diligências para subsidiar eventual ajuizamento de ação civil pública.

 

Camila Grecco, Redação NBFM Rio