Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, as famílias que estavam abrigadas em pontos de apoio da Prefeitura desde o dia da tragédia começaram a se mudar nesta quarta-feira, 02, para residências seguras, por meio do programa Aluguel Social. Para viabilizar e auxiliar a transferência das vítimas, foi criado um grupo de trabalho.

A ação conta com o acompanhamento de várias ONGs ligadas ao terceiro setor que ajudam na organização e na busca de imóveis, incluindo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis, que participa do processo. A Prefeitura também criou o banco de imóveis para os proprietários cadastrarem seus imóveis para as vítimas da chuva.

O órgão vai enviar um projeto de lei à Câmara para isentar de IPTU os proprietários que disponibilizarem os imóveis para o Aluguel Social. O governo municipal pediu, ainda, isenção da taxa de religamento de luz e água, demanda que já foi atendida.

Além de ajudar as famílias a encontrar locais seguros, o governo municipal agilizou o processo por meio da assinatura de um contrato de garantia de pagamento, comprometendo -se a arcar com o benefício. Em um cenário de consequências sociais e habitacionais agravadas pela forte chuva, o decreto permite, de forma excepcional, a locação de imóveis em outros municípios, pelo período de seis meses, podendo ser reavaliada a necessidade de manutenção.

Rosana Regina Baptista, de 40 anos, ficou emocionada ao receber as chaves da nova casa. Ela morava na Rua Frei Leão, no Alto da Serra, e perdeu o imóvel após as chuvas do último dia 15. “Estou muito mais feliz e emocionada pois, depois de toda essa tragédia, vamos voltar a viver com dignidade. É um momento marcante e que não teríamos conseguido resolver tão rápido se não fosse o apoio da Prefeitura”, disse.

Em relação à tragédia, o balanço divulgado na noite desta quarta-feira pela Polícia Civil é de 231 mortos, cinco desaparecidos e 1.117 desabrigados.

 

Camila Grecco, Redação NBFM Rio