A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo voltou a inundar a Avenida Paulista neste domingo, 19, após dois anos de comemorações remotas, em razão da pandemia de Covid-19. Às vésperas das eleições de outubro, a edição deste ano alerta para a importância do voto. Com 19 trios elétricos espalhados pela via, a expectativa da organização era de atrair 3,5 milhões de pessoas. Até o início da noite, não havia balanço de participantes.

Por mais que determinados pontos da Avenida ficaram intransponíveis devido a multidão, a festa ocorreu sem incidentes graves. A Parada também atraiu famílias, inclusive com crianças pequenas. Grupos religiosos também marcaram presença no evento.

Ao Estadão, o secretário de Estado da Justiça e Cidadania Fernando José da Costa destacou a importância do retorno presencial da parada. “Esse evento representa o fortalecimento da defesa da diversidade.” Ele destacou que São Paulo foi pioneiro na punição administrativa da LGBTfobia. Em seu discurso à multidão, Costa incentivou vítimas de preconceito a fazerem denúncia. “Não podemos mais tolerar LGBTfobia.”

Durante os discursos, por várias vezes irromperam gritos de “Fora Bolsonaro”. Na Avenida Paulista, as tradicionais bandeiras do arco-íris dividiam espaço com cartazes que repetiam a frase contra o governo ou mostravam a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Secretaria de Segurança Pública informou que mais de 2 mil policiais militares e 254 viaturas fizeram o patrulhamento do evento.

 

jornal O Estado de S.Paulo