O jurista Dalmo de Abreu Dallari morreu aos 90 anos nesta sexta-feira, 8, em São Paulo em decorrência de uma insuficiência respiratória. Dallari é considerado um dos mais importantes juristas do País e já ocupou a cadeira de professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Dallari deixa a mulher, 7 filhos, 13 netos e 2 bisnetos. Em nota, a família destacou que o jurista deixa ainda “várias gerações de alunos e seguidores, aos quais se dedicou em mais de 60 anos de magistério e atuação na promoção dos direitos humanos”.

Dalmo DallariDalmo de Abreu Dallari (Foto: JF DIORIO/AE)

Nascido em Serra Negra, no interior do Estado de São Paulo, Dallari mudou-se para a capital aos 16 anos. Ingressou na Faculdade de Direito da USP em 1953, e após a conclusão do bacharelado, concorreu à livre-docência em Teoria Geral do Estado, que passou a integrar em 1964.

Com o início da ditadura, o jurista atuou como resistência democrática e na oposição ao regime militar que se estabelecia na época. Uma de suas ações foi a colaboração na organização, em 1972, da Comissão Pontifícia de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, que prestou apoio jurídico e denunciou os casos de violação durante a ditadura.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi aluno e orientando de Dallari na USP. Em sua rede social, ele afirmou que hoje democracia e os direitos fundamentais perderam “um de seus maiores defensores”. “Com inteligência, coragem e sabedoria, Dalmo Dallari foi um exemplo para gerações de professores e estudantes”, disse.

Agência Estado