O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a postura do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, desaparecidos na região do Vale do Javari desde 5 de junho, e afirmou que o colaborador do britânico The Guardian era “malvisto” na região.

“Esse inglês era malvisto na região, fazia muita matéria contra garimpeiros, questão ambiental. Então, naquela região bastante isolada, muita gente não gostava dele. Deveria ter segurança mais que redobrada consigo próprio”, afirmou o presidente, em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube. “Os dois resolveram entrar numa área completamente inóspita sozinhos, sem segurança, e aconteceu problema”, acrescentou. “É muito temerário você andar naquela região sem estar preparado fisicamente e também com armamento devidamente autorizado pela Funai, que pelo que parece não estavam.”

Ao se pronunciar pela primeira vez sobre o caso, Bolsonaro já havia definido a expedição do jornalista e do indigenista como “aventura”. Nesta quarta, o presidente definiu a viagem do jornalista, que preparava um livro sobre o local, como “excursão”.

Preso mais um suspeito do desaparecimento de Bruno e Phillips

Com autorização judicial, a Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, 14, em Atalaia do Norte, no Amazonas, Oseney da Costa Oliveira. Ele é mais um suspeito de participação no desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Durante as diligências, os agentes apreenderam cartuchos de arma de fogo e um remo, que serão periciados.

Da Redação com Estadão