O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (15) a lei que transfere mais de 600 milhões do Orçamento de 2021 para seis ministérios. O texto original previa que o valor seria destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que é a principal fonte de recursos para pesquisas e bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. No entanto, a pedido do Ministério da Economia, o Congresso modificou o texto e direcionou os recursos para as seguintes pastas: Desenvolvimento Regional, Agricultura, Educação, Saúde e Cidadania.

Ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. (foto: Agência Brasil)

Outros 90 milhões de reais serão destinados para a produção dos radiofármacos – medicamentos utilizados no diagnóstico e tratamento do câncer.  Essa era uma demanda do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. O IPEN, responsável pela produção de 85% desse tipo de medicamento em todo o país, é administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro Marcos Pontes afirmou que o remanejamento pedido pela equipe econômica e aprovado pelo Congresso foi uma “falta de consideração” com a pasta.