Mesmo longe da televisão, Jô Soares continuava trabalhando: preparava um romance policial sobre um assassinato misterioso que envolvia toda a população de um edifício. E também estava finalizando a montagem da peça “À Meia Luz”, que tinha previsão de estreia no dia 9 de setembro, no Teatro Procópio Ferreira.

A peça conta a história de um homem que tenta fazer com que a mulher duvide da própria sanidade mental, a fim de mantê-la sob seu controle. Ele abaixa as luzes da casa onde vivem e nega qualquer alteração no entorno. A manobra do marido faz com que a jovem esposa acredite que está senil, duvidando de tudo que está a sua volta.

O texto foi escrito pelo inglês Patrick Hamilton, nos anos 1940, com o título original de “Gas Light”, e ganhou uma versão para o cinema, chamada “À Meia Luz”, sob a direção de Thorold Dickinson.

O longa acabou gerando o termo “gaslighting”, atualmente usado para denominar a ação de um agressor que faz com que sua vítima, geralmente uma mulher, passe a duvidar de si mesma, de suas condições mentais e de sua sanidade.

Da redação com Estadão Conteúdo